Priscila Senna faz show histórico no Rock in Rio e leva o brega nordestino pela primeira vez ao festival
On 12/09/2026 by Fabio GomesPriscila Senna fez história neste sábado (12) ao estrear no Rock in Rio 2026 e protagonizar um momento inédito para a música brasileira: pela primeira vez, o brega nordestino integrou o line-up do festival. Maior nome do gênero na atualidade, com quase 2 bilhões de streams, a cantora se apresentou às 16h50, no Palco Favela, levando ao público uma superprodução que celebrou sua trajetória, suas raízes pernambucanas e a força do brega.
Emocionada com o momento, Priscila destacou a importância de representar suas origens no palco do festival. “Estou muito feliz de estar aqui representando o brega de Pernambuco, de Recife, pela primeira vez no Rock in Rio. Sendo a primeira a estar aqui nesse palco maravilhoso. Muito, muito, muito obrigada! O BREGA VENCEU!”, celebrou a cantora durante a apresentação.
Foi a partir dessa trajetória que Priscila construiu “No Alto da Minha História”, espetáculo criado especialmente para o Rock in Rio. O show revisitou sua caminhada artística, dos palcos da periferia do Recife até um dos maiores festivais de música do mundo, em uma experiência que reuniu música, cenografia, dramaturgia, coreografias, audiovisual, figurinos e novos arranjos. A própria configuração do palco reforçou o conceito: a banda ocupou a base, representando suas raízes; a formação clássica ficou em um nível superior; e Priscila assumiu o ponto mais alto da estrutura, simbolizando sua ascensão.
Essa construção também refletiu a proposta de apresentar o brega em sua essência, sem descaracterizá-lo. “A nossa escolha foi não tentar transformar o brega em outra coisa para caber no Rock in Rio. Pelo contrário: foi mostrar a força que ele já tem. O espetáculo ganhou uma formação especial, novos arranjos e uma construção visual de grande escala, mas o coração continuou sendo o brega”, explica André Gress, diretor criativo e roteirista do espetáculo.
A história de Priscila e do brega também foi contada por meio do repertório, que reuniu sucessos como “Alvejante”, “Novo Namorado”, “Cachorro Combina com Cadela” e “Rei das Mentiras”, além de hits recentes como “Não Me Faça Chorar”, com Pablo; “Cheio de Vontade”, com Anitta; “Pote de Ouro”, com Liniker; e “Doce Mel”, com Gusttavo Lima. Entre os momentos mais especiais esteve a homenagem ao Rei do Brega, Reginaldo Rossi, com interpretações de “Leviana”, “Garçom” e “Em Plena Lua de Mel”.
Para ampliar a experiência musical sem perder a identidade do gênero, o espetáculo promoveu ainda um encontro entre o brega e a música clássica. Piano de cauda, harpa, violinos, viola, cello, baixo acústico e tímpano foram incorporados aos arranjos, criando novas camadas para as canções. A produção musical foi assinada por Júnior Cabeleira, com arranjos complementares de Lucas Corrêa.
Três looks e uma capa que virou cenário
A superprodução também esteve presente nos figurinos, que somaram aproximadamente R$ 500 mil. Priscila apresentou três looks criados exclusivamente para ela pela brasileira Silfar, com styling de Luiz Plinio, além de joias e sapatos Saint Laurent.
O grande destaque foi a capa que abriu o show, criada para representar a história da cantora e que também se tornou parte da cenografia. A peça reuniu referências de Pernambuco, do brega e da família de Priscila, reforçando a narrativa de suas raízes e de sua trajetória até o Rock in Rio.
A preparação para o festival também foi registrada no minidocumentário “Do Recife ao Rock in Rio”, dirigido por André Gress e Anselmo Troncoso, que acompanha as origens da cantora no Recife e os bastidores da construção do espetáculo.
Com a estreia, Priscila Senna colocou o brega nordestino no line-up do Rock in Rio pela primeira vez, levando ao palco sua música, sua identidade e a história que a transformou em um dos maiores nomes da música popular brasileira.
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